
A UERJ é um alvo experimental da atual política de privatizações e avanço do capital. A agenda neoliberal atual é de desmonte agressivo da educação pública e favorecimentos a educação privada (através de programas como o Prouni), agenda essa explicitada em diretrizes do Banco Mundial por exemplo. Estamos diante de uma ameaça real de inicio de cobrança de mensalidades, feita através de diversas matérias nas mídias corporativas e por representantes do governo federal. Temos uma reitoria conivente com esta situação, já que nada faz contra este cenário e ainda se coloca a favor das PPP (parcerias público-privadas) e entrada de OS (organizações sociais, uma nova cara da privatização). Aproveitando o contexto de crise atual do estado do RJ, crise esta de muito agravada pela farra de gastos públicos nos recentes grandes eventos, temos hoje uma universidade sem receber verbas necessárias diretamente, há dois anos, e por isso greves constantes e 30 mil alunos sem aulas. Os técnicos e professores ficam vários meses com salários atrasados, terceirizados também sem receber sendo demitidos em massa de tempos em tempos, em uma lógica perversa de manutenção dos serviçoes básicos acima da dignidade dos trabalhadores. Observamos as categorias acuadas diante dos ataques, sem verem perspectivas de luta e isso não é a toa. São décadas de cooptação destas categorias por partidos social-democratas, que mesmo diante de graves ataques permanecem com as mesmas práticas da estratégia eleitoreira: greves de pijama, desmobilização das bases, acordos de gabinete, pacifismo, etc. Os estudantes independentes, no entanto, mostraram o caminho em 2017. É com ocupação, radicalidade e política de base que temos que lutar. Ocupamos o bandejão! Servimos comida para mais de 200 estudantes diariamente. Barramos desde o início o DCE do PT/PCdoB, ligado a UNE, de compor conosco já que estes eram contrários à ocupação e agem sempre com práticas oportunistas. Por fim, o bandejão será reaberto após quase um ano fechado. Vitória para o movimento estudantil independente, porém que não pode parar por ai. A luta pela permanência estudantil deve caminhar junto da luta pela própria universidade pública. Por isso permanecemos em mobilização constante. Estamos atualmente em greve estudantil, mas sem mobilização alguma por parte dos eleitoreiros. Nossa perspectiva atual na UERJ deve ser de aumentar a atuação por cursos e tocar a luta por fora da atual gestão do DCE, como por exemplo o ato puxado pelos 3 cursos de Geociências (Geografia, Geologia e Oceanografia) no último dia da ocupação do bandejão. Sem luta não há vitórias!
UERJ,
LABORATÓRIO DO SUCATEAMENTO E PRIVATIZAÇÃO,
MAS TAMBÉM DA RESISTÊNCIA!!!
OCUPA TUDO CONTRA O SUCATEAMENTO!




